Sábado, Novembro 01, 2008

Ponto da situação

Por problemas do Blogger, que gravemente se pôs a "inventar" o Tempo Suspenso está assim neste estado de convalescença.Já agora onde é que estavam as anteriores Ferramentas? Logo agora que estou sem net, por mudança de servidor. Um horror. Foram-se os links, o design, tudo. Impossiveis de recuperar ou de voltar atrás, mesmo com o html guardado... Ficaram os posts. Vai-me levar uns dias até pegar nisto outra vez. Provavelmente irei para outro lado blogar. São uns dias. O que me irrita. Um certo dia o blogger estragou-me o blogue. Acreditem...

Quarta-feira, Outubro 29, 2008

Maradona



A partir de hoje sou mais um "hincha" alvi-celeste.

Sexta-feira, Outubro 24, 2008

Frusciante / Gallo series

Vincent Gallo, admirador confesso e amigo de John Frusciante, realizou, filmou e montou para ele uma série de vídeos de canções do album "To Record Only Water for Ten Days". Gosto de todos eles. Da câmara fixa, dos loopings, da imagem deslocada e da imaginação contida de Gallo. Sem florzinhas, vai mais longe que a maioria esmagadora dos videoclips que andam para aí, muitos deles de realizadores chegados da publicidade e de partida para o cinema.
A acidez psicadélica e árida de John Frusciante é um tesouro escondido. Não poderia ter arranjado melhor esconderijo que os Red Hot Chili Peppers.




Quinta-feira, Outubro 23, 2008

SIC Benfica

A SIC Notícias, que este ultimo Domingo andou-me a bombardear com aberturas de noticiários, uns atrás dos outros, por causa da "fantástica" vitória do Benfica na Taça de Portugal contra o Penafiel, é a mesma que hoje remete a vitória fora do Sporting na Champions para sétima ou oitava notícia do noticiário da noite.
Sempre me habituei ás "benfiquices" do canal. Mas logo hoje, que não vi o jogo e quero ver pelo menos um curto resumo, tenho de estar aqui uma meia hora à espreita de algum sinal... Acho bem. Não seja por isso. Não quero que o Sporting abra notícias num canal noticioso que se quer sério. Não quero nada disso. Mas da próxima vez que apanhar com um Benfica-Sacavenense qualquer a abrir noticiários, desisto do canal de vez. Fica apenas para eleições e um "60 Minutes" aqui e ali. Será de vez, por muito tempo. Deixo-o aqui escrito. Querem bola, levam com orgulho futebolístico. E que o "povão" que tanto gostam vos faça bom proveito.

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Caminhos entre tanto



O meu irmão Nuno, companheiro de outras andanças, tem um novo blogue. É uma nova aventura, cheia de força, arrojo e criatividade. Entretanto e entre tanto existem muitos caminhos a serem percorridos. Vai-te desdobrando e divertindo.

Terça-feira, Outubro 21, 2008

O Grande Concerto no Céu


Por uma crónica falta de tempo, apenas agora escrevo sobre a morte de Richard Wright, um dos meus heróis de sempre. Basta-me dizer que ouço os Pink Floyd desde que por volta dos meus 15 anos peguei num LP do "Dark Side of The Moon" de meu pai e o ouvi, numa daquelas magníficas aparelhagens analógicas dos anos 80, muito melhores que as de agora. Depois descobri uma TDK Cromodioxido com o "Atom Heart Mother" no lado A e do outro o "The Final Cut". São os albuns menos parecidos da história da banda. "The Final Cut" é um album de Roger Waters a solo com os músicos dos Pink Floyd a tocar,"Atom Heart Mother" são Pink Floyd puros, sinfónicos e meio alucinados. Estávamos em 1970, numa altura em que o som do orgão de Wright emanava dos confins mais profundos da "viagem", como fundo sonoro sob o qual o som único da guitarra de David Gilmour entrava dando um tom certeiro e cósmico de vitalidade, tornando o som mais rock "sinfónico". "A Saucerful of Secrets", "Meddle", "Dark Side of The Moon" ou "Shine On You Crazy Diamond" em "Wish You Where Here" são albuns onde Rick Wright está sempre presente em solos, composições e improvisações que os marcam com uma força impressionante. Os melhores Pink Floyd viveram aí. O que não é dizer pouco.
Parafraseando Rick Wakeman “One day in the byble of rock there will be written: One Day Got Created Pink Floyd..” Como homenagem deixo aqui algumas composições de Richard Wright com os Pink Floyd e a solo. Para descobrir ou redescobrir.

Segunda-feira, Outubro 20, 2008

Mayra

Segunda-feira, Outubro 06, 2008

STOJKOVIC

Apago o post furioso que escrevi. É melhor. Escrito a quente, lê-se mal depois. Mas mantenho o que penso. Este Sporting não joga nada de nada e muito dificilmente chegará a algum lado. Espero bem não ter razão nenhuma.

Sábado, Outubro 04, 2008

Figuras




Sem surpresa o Expresso de hoje pública a listinha onde se compõe os nomes de quem usufruiu das casas da câmara arrendadas em condições de quase gratuitidade. Pelos vistos ninguém se escondeu e a total falta de vergonha desta gente foi canalizada para atitudes que quem não saiba do que se trata provavelmente interrogar-se à sobre que tamanho crime os "pobres coitados" serão alvo. Veja-se: Dina Aguiar fala na "inveja e dôr de cotovelo" e o insuportável Baptista Bastos numa cabala dos seus inimigos e que está a a pagar o preço pela sua frontalidade. De facto, a inveja e mesquinhez é um problema nacional. Disso não tenho a mais pequena dúvida. Mas existe outro problema nacional, ás vezes igual ou pior, o utilizar a suposta "inveja" como escadote para bicos de pés.
A megalomania é outro problema. No caso de BB, directamente proporcional á sua falta de talento. Nunca passou de um chato.

Terça-feira, Setembro 30, 2008

Acabe-se a Vergonha III

No Outono de 1989 conduzi na RTP os debates entre os candidatos a Lisboa. O grande confronto foi PS/PSD. Duas candidaturas notáveis. Jorge Sampaio, secretário-geral, elevou a política autárquica em Portugal a um nível de importância sem precedentes ao declarar-se candidato quando os socialistas viviam um dos seus cíclicos períodos de lutas intestinas. O PSD escolheu Marcelo Rebelo de Sousa.

No debate da RTP confrontei-os com a fotocópia de documentos dos arquivos do executivo camarário do CDS de Nuno Abecassis. Um era o acordo entre os promotores de um enorme complexo habitacional na zona da Quinta do Lambert e a Câmara. Estipulava que a Câmara receberia como contrapartida pela cedência dos terrenos um dos prédios com os apartamentos completamento equipados. Era um edifício muito grande, seguramente vinte ou trinta apartamentos, numa zona que aos preços do mercado era (e é) valiosíssima. Outro documento tinha o rol das pessoas a quem a Câmara tinha entregue os apartamentos. Havia advogados, arquitectos, engenheiros, médicos, muitos políticos e jornalistas. Aqui aparecia o nome de personagem proeminente na altura que era chefe de redacção na RTP.

A lista discriminava os montantes irrisórios que pagavam pelo arrendamento dos apartamentos topo de gama na Quinta do Lambert. Confrontados com esta prova de ilicitude, os candidatos às autárquicas de 1989 prometeram, todos, pôr fim ao abuso. O desaparecido semanário Tal e Qual foi o único órgão de comunicação que deu seguimento à notícia. Identificou moradores, fotografou o prédio e referiu outras situações de cedência questionável de património camarário a indivíduos que não configuravam nenhum perfil de carência especial. E durante vinte anos não houve consequência desta denúncia pública.

O facto de haver jornalistas entre os beneficiários destas dádivas do poder político explica muito do apagamento da notícia nos órgãos de comunicação social, muitos deles na altura colonizados por pessoas cuja primeira credencial era um cartão de filiação partidária. Assim, o bodo aos ricos continuou pelas câmaras de Jorge Sampaio e de João Soares e, pelo que sabemos agora, pelas câmaras de outras forças partidárias. Quem tem estas casas gratuitas (é isso que elas são) é gente poderosa. Há assessores dispersos por várias forças políticas e a vários níveis do Estado, capazes de com uma palavra no momento certo construir ou destruir carreiras. Há jornalistas que com palavras adequadas favoreceram ou omitiram situações de gravidade porque isso era (é) parte da renda cobrada nos apartamentos da Quinta do Lambert e noutros lados. O silêncio foi quebrado agora que os media se multiplicaram e não é possível esconder por mais vinte anos a infâmia das sinecuras. Os prejuízos directos de décadas de venalidade política atingem muitos milhões.

Não se pode aceitar que esta comunidade de pedintes influentes se continue a acoitar no argumento de que habita as fracções de património público "legalmente". Em essência nada distingue os extorsionistas profissionais dos bairros sociais das Quintas da Fonte dos oportunistas políticos que de suplicância em suplicância chegaram às Quintas do Lambert. São a mesma gente. Só moram em quintas diferentes. Por esse país fora.

(Mário Crespo, no JN)

Acabe-se a falta de Vergonha II

(Rui Tavares, no Público)

Segundo o UrbanAudit, serviço da UE, Lisboa é a cidade média/grande mais desvitalizada de toda a Europa a 27. Não há notícia, em toda essa Europa, de um parque habitacional tão fragmentado — excepto em pequenas cidades romenas que perderam a indústria mineira. Lisboa perdeu, em trinta anos, trinta por cento da população. (...)

António Costa tem de agir rapidamente nos dois planos.

Em primeiro lugar, interromper a prática não basta. Se for verdade que uma vereadora beneficiou dela, mesmo que em tempos de outro presidente, a própria vereadora tem que vir dar explicações a público. Se as explicações não forem satisfatórias, terá de demitir-se. É tão simples quanto isso. Sem essa acção nunca a câmara se poderá credibilizar para o passo que se segue.

A utilização do parque habitacional da câmara pode — e deve — ser uma ferramenta ao serviço da revitalização da cidade. Mas esta é uma política pública por excelência: com património público, para benefício último do público, e de maneira a que tudo se passe em público.

Para dar um exemplo: sim, é verdade que os artistas são muitas vezes o primeiro motor do renascimento de um bairro. Não é raro — e não é mal pensado — que os poderes municipais, por esse mundo fora, se empenhem em cativar as classes criativas para certos pontos da cidade. Mas a única forma correcta de o fazer é através de concursos públicos para residências artísticas por prazo limitado a troco de projectos específicos. Exemplo: vinte ou trinta jovens artistas por ano, escolhidos pelos professores da Faculdade de Belas-Artes (de preferência da Universidade do Porto, para não haver confusões). Também o caso do artista ou escritor de mérito a quem a cidade decide retribuir pela sua obra não me choca especialmente — desde que seja excepcional, se passe à luz do dia e traga benefícios para os munícipes como a utilização de uma biblioteca ou a constituição de uma fundação — e seja pensado como homenagem e não como favor.javascript:void(0)

A atribuição de casas a funcionários da câmara, jornalistas e políticos não é admissível — nunca, jamais, em tempo algum — e nada a pode justificar. Só nos permite saber que afinal havia recursos para uma política interessante que foram desviados e desperdiçados.

Tendo em conta o grave panorama urbano de Lisboa, é um duplo escândalo, tornado ainda mais deprimente por uma cultura municipal “histórica” que parece achar que tudo isto é normal. Nesse caso, é essa cultura que terá de ser mudada de alto a baixo, com carácter de urgência e sob o olhar de todos. A máxima a seguir é: o melhor desinfectante é a luz do Sol.

Acabe-se a Vergonha

(Via Arrastão, Pedro Sales)


O envelhecimento e progressiva desertificação do centro de Lisboa nos últimas décadas é o que torna mais difícil de “engolir” o escândalo do património disperso da Câmara de Lisboa. Lisboa perdeu 250 mil habitantes desde 1981. São milhares e milhares de jovens que, perante o preço do mercado imobiliário, se refugiaram nos subúrbios. Esse fluxo migratório tem consequências na vida da cidade. A cidade torna-se mais insegura, o trânsito insuportável, o planeamento urbano caótico, o comércio e transporte nocturno uma miragem. Há anos e anos que não há candidatura autárquica que se preze que não prometa “repovoar” Lisboa com jovens.

Ora, pelo que agora se sabe, para além dos fogos da habitação social, a câmara dispõe de 3200 casas espalhadas pela capital. E durante as três décadas em que a cidade se foi envelhecendo e desertificando, os sucessivos executivos preferiram distribuir apartamentos a amigos, directores municipais, da polícia, jornalistas, vereadores e sabe-se lá a quem mais. Algumas das casas terão sido certamente entregues a quem precisava, não duvido. Mas a questão de fundo mantém-se. Sem critérios claros, a distribuição destas casas foi casuística e nepotista. Pior. A câmara hipotecou o principal instrumento de que dispunha para influenciar os preços do mercado e para chamar jovens em início de carreira, efectivamente necessitados de rendas controladas, para o centro da cidade. Escolheu a via mais fácil. A inexistência de regras, permitiu a quem pôde entregar casas a todos quantos se sabiam movimentar nos corredores do Paços do Concelho.

É por isso que as declarações hoje proferidas por Ana Sara Brito são uma afronta aos milhares de jovens que, querendo continuar em Lisboa, passam horas e horas nos transportes para conseguir trabalhar na capital. Diz a vereadora da habitação que, tendo uma casa cedida por Krus Abecassis, o contrato sempre foi legal e a renda foi sendo actualizada ao longo destes 20 anos. Não duvido. Mas, verdade verdadinha, é que quando deixou a casa, em 2007, pagava cento e cinquenta euros por mês. Se o contrato não é de favor, o preço não engana. Ana Sara Brito, com um salário certamente superior a 90% dos lisboetas, vivia numa casa ao lado da principal artéria da capital, pagando um renda que não dá para alugar um simples quarto na periferia. Ana Sara Brito está a mais no cargo que ocupa. Se não o percebe, o mais certo é que os lisboetas acabem por o fazer por si.

PS: António Costa solicitou solicitou um parecer à Comissão Nacional de Dados para divulgar a lista do património disperso da autarquia, quem o ocupa e as rendas praticadas. Fez bem. Perante o avolumar da história não há nada como divulgar todos os nomes. Até porque, como se tem visto, tudo o que sai na imprensa vem da mesma fonte. Está na altura de conhecer toda a história, e não apenas a que mais convém a Santana Lopes e Helena Lopes da Costa.

Sábado, Setembro 27, 2008

Como o Outono


Nesta equipa de aborrecido losango tudo se está a tornar tão previsível que leigos como eu se parecem tornar adivinhos. No inicio com aquele ridículo falhanço do Djaló, "isto vai se pagar, já acham que têm todo o tempo do mundo. Isto paga-se...". Na segunda parte o Benfica aperta mais, o Sporting sacode um pouco com um primeio remate de Rochemback a milhas da baliza, outro para as nuvens do Moutinho e por fim um para o Segundo Anel do Veloso que no final cheio de estilo deu meia volta como que a mostrar-se para o Arsenal. Da Sport TV diz-se que Paulo Bento está tranquilo no banco, não se vislumbram substituições. Viro-me para o lado, "está tranquilo mas daqui a nada acaba-se a tranquilidade, é só esperar...". Não foi preciso muito. Golo do Benfica, sem espinhas. Antes do 2-0 a mesma coisa. E lá foi, limpinho. Paulo Bento já estava de pé, menos tranquilo. A pensar em quê? Na sorte?
Isto não promete nada. O Sporting é hoje uma equipa que simplesmente não sabe o que fazer quando tem a bola. O mesmo que se viu hoje já tinha acontecido em Madrid e Barcelona. Lá ganharam contra um FC Porto fraquíssimo ou contra o Braga com a protecção de Nosso Senhor. De resto faltam ali princípios de jogo que sirvam para alguma coisa, e empenho dos jogadores, que é pouco, como se tem visto. Quem deu com o óbvio disto foi o Besugo, outro sportinguista, de certeza que não precisou de consultar as estrelas para escrever isto, hoje ás 12h31:

"Vamos perder no Benfica.
Não é com o Benfica. É no Benfica.
E com o Benfica também.

É como o Outono: o Outono é no Outono, também"
Gosto desta palavra. "Também"

Tretas

Se o objectivo deste boicote da DECO era assustar as gasolineiras vou ali e já venho. Na televisão vejo filas de carros à Sexta-feira enchendo o deposito para dar descanso à consciência bem pensante que faz o boicote da praxe no Sábado. Na Segunda-feira lá estarão a entupir o trânsito na cidade porque andar de transportes é uma seca e coisa do povão. Andamos a brincar à boa consciência. Está na moda.

O debate


Infelizmente temo bem que Barack Obama não tenha estaleca para estas coisas. É mais piloto de longo curso que corredor de 100 metros, melhor em discursos que soundbytes. Mesmo assim empatou o debate com um sofrível desempenho. John McCain provou ser muito superior neste tipo de registo. Brilhante na frase curta para publicitário, muito à Ronald Reagan , dispôs e abusou de alta auto-confiança baseada na experiência e num certo tom de patriotismo e heroísmo que é muito caro ao eleitorado e traz quase sempre resultados.
Mas não ganhou o jogo. Traiu-se com três erros fatais que poderão complicar a campanha de eleição:
1- Exagerou no tom paternalista a Obama. Sempre a dizer e a dar a entender que o adversário é "tenrinho" e percebe pouco. O que no inicio até pareceu um passo muito inteligente, acabou por se tornar gratuito, repetitivo, cansativo. Quase no fim, por algumas vezes, muita gente deve ter pensado "lá vai ele outra vez embirrar com o homem...". Aí Obama soube manter-se frio, calmo, guardando alguma distancia de segurança, como que dizendo "o que tu queres sei eu pá...".
2 - Precisar precisava, mas John McCain não descolou o necessário da imagem de George W.Bush. A sua superioridade no debate foi aqui atenuada. Não por acaso, Obama ganhou na sondagem da CNN. John McCain foi mais do mesmo, sobretudo na discussão sobre o Iraque. Obama aí soou como a voz da razão no meio de toda aquela loucura militarista de McCain.
3- John McCain mentiu 11 vezes, o que não passou despercebido porque foi terna e calmamente desmentido por Obama umas quantas. Barack Obama só mentiu uma vez.

Conclusão: Barack Obama tem de ter muito cuidado com John McCain, que é muito inteligente, obstinado e capaz de fazer tudo e qualquer coisa para ganhar.Tem para isso uma máquina feroz e muito perigosa por trás. Obama tem de ser mais inteligente, não cair em ratoeiras e saber atacar bem, no momento certo.
Aguardo agora pelo valente bigode que Sarah Palin vai levar de Joe Biden. Espero sentado e pacientemente por uma goleada das antigas. Go Joe, go...

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

Richard Wright (1943- 2009 )

Quinta-feira, Agosto 28, 2008

Sons de Verão


The Rolling Stones no seu apogeu, "Exile On Main Street", albúm duplo criador da melhor casta que o rock'n'roll já teve.

Vicente Moura

"Fico a saber que Nelson Évora tentou impedir a expulsão de Marco Fortes da comitiva portuguesa. O retrato que dele fica, um campeão humano e solidário, não pode deixar de fazer lembrar o momento em que Vanessa Fernandes celebrou a prata, logo fazendo questão de aproveitar a mó de cima para se demarcar das declarações daqueles atletas que, ao contrário dela, suma atleta da pátria, não sentem a bandeira que representam. Mas Nelson Évora foi olimpicamente ignorado. Vicente Moura, irredutível justiceiro, não terá hesitado em apontar o caminho do aeroporto ao lançador do peso. Horas depois, cálice de champagne na mão, qual emplastro, fazia pose junto ao ouro de Évora. O espécime vai-se revelando mais abjecto a cada dia que passa"

(Via avatares de um desejo)

Terça-feira, Agosto 26, 2008

Sons de Verão




Memórias de infância. O quintal da casa de Milfontes nos Verões dos anos 80. Depois de mais um dia na outrora deserta Praia do Malhão e de um passeio nocturno na Barbacã, onde todos se encontravam, se ouvia guitarra e se vendiam missangas. Os Dire Straits ouviam-se em cassete, naqueles gravadores Sanyo. O som que se ouve no You Tube reflecte um pouco essa cacofonia.

Segunda-feira, Agosto 25, 2008

Marco Fortes


Assim como reproduzi as declarações infelizes de Marco Fortes, tenho agora a obrigação moral de lhe prestar alguma justiça. Houve factos de que não estava ao corrente, e é importante mencioná-lo. Marco Fortes é um verdadeiro lutador. Um talento que veio de baixo e de famílias humildes, tudo o que alcançou foi com muito esforço e pelos seus próprios meios. Outros não poderão dizer o mesmo.
Treina sozinho 5 horas por dia, com sorte tem o treinador por hora e meia, quando o trabalho que tem numa oficina o permite. Entretanto vai completando o 12º ano. Pretende ir para a faculdade, para tirar Psicologia ou Relações Internacionais, porque diz "o Desporto não dura sempre".
É o primeiro Lançador do Peso na história do Desporto em Portugal a conseguir apurar-se para uns Jogos Olímpicos. Poucos o saberão. Como todos nós comete gaffes, umas piores que outras. Ao contrário de Vicente Moura, que foi célere em o usar como bode expiatório. Esse está sempre por cima, qual "sempre em pé", um autêntico Gilberto Madaíl das modalidades olímpicas, ou será o contrário?
Os dois têm uma característica comum, põem-se em bicos de pés quando as coisas correm bem e culpam todos menos os próprios, quando as coisas correm mal . É tocante a forma como Vicente Moura se agarrou à vitória de Nelson Évora, pedindo mais dinheiro ao Governo para as Olimpíadas de 2012, quando menos de uma semana antes se queria demitir...
Força Marco, o futuro é teu. Estamos contigo. Torcemos por ti.

Adenda: O "avatares de um desejo" põe Vicente Moura no seu devido lugar. "Devia ter vergonha", pois devia. Mas duvido que a tenha. Se a tivesse demitia-se e saía. Agora mais que nunca.